Espécie
O tambaqui, Colossoma macropomum, também conhecido cachama na Venezuela e na Colômbia e gamitama no Peru; pertence à classe Actinopterygii, ordem Characiformes, que inclui as piranhas, a pirapitinga e os pacus; família Characidae e gênero Colossoma. Em inglês é chamado de black pacu. Seu habitat natural é a bacia do Rio Amazonas e do Rio Orinoco. Na natureza chegam até 30 kg. Eles podem ser criados em cativeiro, porém o tambaqui necessita de espaço nos tanques para se adaptar, um adulto na fase da engorda necessita de aproximadamente 3 metros quadrados no norte e 1 metro quadrado no sudeste.
Alimentação
A alimentação das larvas de tambaqui consiste em zooplâncton, com uma semana de vida se alimentam de invertebrados maiores, por exemplos quironomídeos. Jovens se alimentam de pequenas sementes, já adultos se alimentam de sementes e frutas, por exemplo, seringa barriguda, o jauari e o capitari.
Em cativeiro as larvas de tambaqui devem ser transferidas para o tanque adubado após um período que varia de 4 a 6 dias da eclosão. Tanques com paredes claras podem influenciar positivamente a sobrevida.
Reprodução
Os tambaquis se reproduzem em água rica em nutriente, rios de água barrenta, com temperatura que varia entre 28,5 a 29º C. Com aproximadamente quatro anos de idade iniciam sua maturação sexual, a desova ocorre no início da enchente, próxima as margens do rio e as larvas são carregadas pela corrente para a várzea (vegetação alagada durante o período das enchentes, devido a sua localização nas bordas dos principais rios da Amazônia).
Economia
Os tambaquis podem ser criados em cativeiro, é um dos principais peixes criado na região amazônica, sendo muito apreciado devido seu sabor. Na região sudeste encontra dificuldade de engorda já que as águas possuem alta densidade e temperatura baixa. A produção de tambaqui em viveiros/barragem é lucrativo, com rentabilidade entre 19% a 40%. Seu peso médio final varia entre 1 kg no sudeste a 3 kg no norte.
Referências Bibliográficas
BALDISSEROTTO, Bernardo (Org.) ; GOMES, L.C. (Org.) . Espécies nativas para piscicultura no Brasil - segunda edição. 2. ed. Santa Maria: Editora UFSM, 2010. 175-181p .
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